sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O futuro do coworking

Foto: Hugo Norberto
No passado, o coworking começou como um movimento de freelancers, em tempos mais recentes empresas de pequeno porte e de grande porte começaram a desenvolver este conceito. Recentemente o Deskmag pediu a nove especialistas na área suas opiniões sobre a evolução provável deste conceito nos próximos cinco anos.

Com base no número atual de espaços de coworking, estima-se que hoje exista cerca de 40.000 coworkers no mundo. Esse número pode até parecer pequeno, mas a tendência é de que ele possa chegar aos 200 mil nos próximos cinco anos.

Coworking como diferencial e não apenas para ser chamado de coworking

Para Tony Bacigalupo do NewWorkCity nos próximos cinco anos o coworking irá “continuar crescendo juntamente com pessoas que cada vez mais seguem carreiras que implicam em uma forma diferente de trabalho e de vida do que aqueles que estamos acostumados a ver”.

De acordo com Bacigalupo, ao longo dos próximos anos, a distinção entre “coworking” e “trabalho” vai ser cada vez menor. “Isso, levará mais de cinco anos, mas enquanto isso eu acredito que veremos o coworking acontecendo com mais freqüência. Em um numero crescente de casos, vamos o ver acontecer fora dos espaços de coworking propriamente ditos. Veremos coworking em corporações, espaços públicos, bibliotecas e muito mais”.

Espaços de coworking vão começar a se diversificar

Para Beth Buczynski do GoneCoworking a tendência é que os espaços de coworking cresçam cada vez mais. “Eles estarão em grandes e pequenas cidades, com foco em diversas indústrias. Haverá várias comunidades de coworking pequenas, mas formatadas dentro de redes de grande porte. O coworking vai se expandir não apenas horizontalmente, mas também verticalmente, também dentro das organizações”.

Grandes empresas vão se adaptar ao coworking para aumentar a produtividade

Steve King do CoworkingLabs vê as coisas de forma semelhante. “Vejo o coworking como um estilo de trabalho – de colaboração, de cooperação, inter-funcional, inter-organizacional e centrado em torno de projetos, em vez de departamentos ou empresas – se tornará muito mais comum”.

Para ele, os autônomos, as pequenas empresas e as startups continuarão a ser os grandes freqüentadores de espaços de coworking, mas as grandes empresas, por exemplo, irão se adaptar aos métodos dos escritórios compartilhados para melhorar a produtividade e aumentar o engajamento dos funcionários.

“Empresas de todos os tipos e tamanhos estão começando a oferecer espaços de coworking”.

O preço é o principal risco

“Coworking vai se tornar algo que qualquer um pode fazer, qualquer pessoa é suscetível de conhecer e  qualquer um é bem-vindo a participar não se limitando a freelancers como vemos hoje. Acredito que em menos de cinco anos, o coworking será ‘moda’ e sucessos mais significativos serão documentados”, afirma Alex Hillman da IndyHall

De acordo com Hillman o perigo surge quando as pessoas e empresas se voltam para o coworking principalmente como uma forma de reduzir custos. “Esse é o maior risco hoje. Como qualquer empresa, espaços de coworking podem ser capazes de atrair marinheiros de primeira viagem por preços baixos, mas eles vão perdê-los facilmente se não apresentarem, além do preço, boa qualidade nos serviços prestados”.

Espaços de Coworking VS Centros Executivos


Massimo Carrarp do italiano Coworking Project acredita que nos próximos cinco anos a diferença entre esses tipos de locais irá diminuir: “Os centros de negócios tendem a ser mais caros e mais orientados à privacidade. Eles ainda não entenderam a idéia de coworking. Mas eu vejo que alguns centros de negócios já estão mudando seu conceito. Estes espaços começam agora a reduzir seus preços, reorganizar o espaço e derrubar paredes”.

Segundo ele, em cinco anos a definição original de coworking vai ficar diluída e pode tornar-se mais associado com os Centros Executivos, as ações de escritório e empresas de gestão de propriedade.

Coworking dividido em dois tipos de espaços


"Acho que o movimento de coworking vai se dividir em duas categorias principais. Os pequenos espaços de coworking, contando com uma forte comunidade local e uma identidade específica e redes maiores, oferecendo mais serviços, com valor menor e usando efeitos de escala para gerar receitas e ampliar serviços”afirrma Eric do Mutinerie.

Qualquer declaração sobre o futuro do coworking restringe o seu potencial

Araceli Camargo do The Cube, de Londres, se recusou fazer uma avaliação detalhada. “O coworking é como um organismo de colaboração e de forma diversificado. Apesar dos escritórios compartilhados ainda serem jovens, eles já possuem várias tangentes, aplicações e visões. Desse modo, fazer uma estimativa do que será o coworking no futuro é diminuir o seu potencial de crescimento”.


Fonte: Deskmag
(Tradução livre: Rodrigo Bortot)

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