quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

#Coworker NEX: Verônica Stasiak

(foto: Eduardo Ribeiro)

Formada em Psicologia pela Universidade Tuiuti do Paraná e pós graduanda em Psicologia Clínica – Terapia Comportamental e Cognitiva pela Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná, a pontagrossense Verônica Stasiak, 25 anos, divide sua vida entre seu consultório de psicologia, a rotina como Analista de Recursos Humanos em uma multinacional norte-americana e a menina dos seus olhos, o Instituto de Divulgação e Conscientização da Fibrose Cística, Unidos Pela Vida. Por meio do Instituto, que surgiu em outubro de 2009, Verônica já ministrou mais de 50 palestras, aulas e seminários ao longos destes quase dois anos de trabalho voluntário, sobre a importância da divulgação da Fibrose Cística, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.

Devido à iniciativa do Instituto, em 2010, Verônica ganhou o Prêmio Voluntariado Transformador do Paraná, na Categoria Saúde. Dentre suas principais referências na área da psicologia estão B.F. Skinner, Vitor Frankl e Carl Rogers. Para ela, ser psicólogo é um eterno aprendizado, tanto de si próprio quanto da humanidade buscando sempre o melhor para todos, e o gosto por aprender, ouvir, conhecer histórias e auxiliar no desenvolvimento das pessoas, foi o principal motivo que lhe fez optar pela psicologia.


PING-NEX

Quando e por que surgiu o sonho de fundar o Instituto Unidos pela Vida FC?
Literalmente, um sonho! Em setembro de 2009 tive um sonho durante uma das noites internada no hospital, respirando por aparelho, onde havia fundado um grupo de ajuda mutua para pessoas com problemas respiratórios. Dias depois descobri que eu tinha Fibrose Cistica, uma doença genética ainda sem cura, e que a falta do diagnostico precoce havia complicado – e muito – minha saúde. Arregacei as mangas, com caneta e papel na mão, e o projeto nasceu ali, dentro do hospital. Comecei um blog, divulgando os sintomas da doença, falando sobre ela, conheci pessoas na internet que apoiaram a causa e aderiram ao projeto e hoje ele está aqui, firme e forte, em formato de organização não governamental, devidamente estruturada e um sonho em pleno movimento!

De que forma o Instituto procura ajudar as pessoas portadoras de Fibrose Cística?
Atuamos em duas frentes: pessoas que já sabem que tem FC e seus familiares, e pessoas que ainda não sabem que tem. Para as que já sabem, postamos depoimentos no site, entrevistas, trocamos figurinhas sobre o dia a dia com FC. Não somos uma associação de assistência, não fornecemos medicamento, nem tão pouco tratamento. Só doamos amor, solidariedade, fraternidade e esperança. Para os que ainda não sabem que tem, trabalhamos fortemente na divulgação dos sintomas, auxiliando para a busca de diagnostico precoce e tratamento adequado. Sabe aquele ditado que diz “não desejo nem pro meu inimigo”? Pois bem! O que me move é saber que com a divulgação, podemos ajudar a salvar vidas de pessoas que possam estar sofrendo como eu sofri 23 anos.

O que a Verônica gosta de fazer nas horas vagas?
Tanta coisa! Sou amante dos livros, da música e gosto muito de escrever também (dois livros quase entrando no forno!). Adoro cozinhar e inventar sabores na cozinha. Se quiser me ver muito feliz, me convida pra um samba ou pra um forró! Adoro dançar e cantar bem alto “é hoje o dia, da alegria!”! Curto muito uns diazinhos na praia também... Quem não gosta?

O que você aprendeu de mais importante durante estes 25 anos de vida?
Que existe uma grande diferença entre nascer e viver de fato. Ter nascido não te faz vivo. O que te faz vivo é a forma pela qual você leva os dias que recebe de presente todas as manhãs. A forma que enxerga as situações, que as enfrenta, os aprendizados que extrai disso tudo. E que por mais difícil que a vida seja, ela é bonita, é bonita e é bonita...

Se você não tivesse escolhido a psicologia, gostaria de ter cursado qual faculdade? Por quê?
Posso dizer que sempre quis ser psicóloga, mas, por alguns instantes, pensei em cursar Oceanografia, pois estava em uma fase “surfética” da vida, e achei o máximo a ideia de morar na praia, surfar todo dia e usar e rasteirinha e brincos de côco pra sempre! Passou, passou! Rs!

No intervalo para o café no Nex gosta de...?
Conversar com os coworkers, estabelecer novas parcerias para o instituto e relaxar com algumas boas risadas!

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